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Nasce em 1928 em Sapporo, na ilha setentrional de Hokkaido, Japão, filho caçula de Massami Tanaka e de Aï Iwane, ambos descendentes de samurais.

ANOS 1930
Emigra com a família para o Brasil, crescendo em Tomé Açu, na floresta amazônica. Em 1939, em busca de melhores condições de vida e de educação para os filhos, a família se muda para São Paulo.


Casa da familia em Tomé-Açu no Para


ANOS 1940
Primeira pintura em 1942, enquanto estuda numa Escola de Artes e Of&iacut;cios. Começa a trabalhar aos 15 anis, pintando cerâmicas, e depois na Metro Goldwyn Mayer, em cartazes para cinemas. Freqüenta o Grupo Santa Helena, um grupo de pintores modernos de classe operària, e torna-se membro do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo. Muda-se pra o Rio de Janeiro, trabalhando numa molduraria. Participa de exposições coletivas, ganhando reconhecimento e vários prêmios. Assina Shiro Tanaka ou F.S. Tanaka.

Com Gino Severini em Paris


ANOS 1950
Primeira exposição individual em 1950, no Rio de Janeiro. Expõe obras na primeira Bienal de São Paulo. Naturaliza-se brasileiro. Chega em Paris em 1953. Estuda técnicas de mosaico com Gino Severini, de gravura e litografia na Ecole Nationale des Beaux Arts; copia mestres antigos no Louvre. Exposições individuais e coletivas em Paris, na Europa e no Brasil. Casa e tem dois filhos.Volta para o Brasil em 1959, vivendo em Salvador, Bahia.




ANOS 1960
Volta para Paris e começa a assinar Flavio-Shiró. Prêmio de pintura na segunda Bienal de Paris. Exposições individuais e coletivas - entre estas Guggenheim International em 1960 - na Europa, América Latina e Estados Unidos, com pinturas sugerindo monstros e maquinas míticos. Viaja pela Europa, o Oriente Médio, Américas e a ásia. Fotografa Maio de 1968 em Paris. Realiza serie de fotografias experimentais.





ANOS 1970
O desenho reaparece em grandes pinturas, em técnica mista e fusain, aludindo a rostos imaginários, seguidos pela reinvenção do corpo. Expõe no Brasil, na França, Espanha, Itália, Alemanha, no Reino Unido e nos Estados Unidos.

ANOS 1980
Compra e restaura uma casa no Rio de Janeiro e começa a dividir o ano entre Paris e o Rio. Prêmio Panorama da Arte Brasileira e Prêmio Itamaraty na Bienal de São Paulo de 1989. Expõe, muitas vezes com artistas latino-americanos, no Brasil, no Japão, em Cuba, na França e na Itália. Encontra Matta, que lhe diz que O que é obvio não me interessa mais. A sua pintura, habitada por seres estranhos e indefinidos, me atrai... Pintura assim impregnada de poesia é rara, hoje em dia.

Carababa, Alagoas, Brazil


ANOS 1990
Ganha o Prêmio Eco-Arte na Conferência Mundial do Meio Ambiente de 1992 no Rio de Janeiro, e o Prêmio da Exposição Internacional Japão-Brasil. Grandes retrospectivas mostrando cinqüenta anos de pintura no Museu Hara de Arte Contemporânea de Tóquio, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte de São Paulo (MASP). Exposição individual no novo Museu de Arte Contemporânea de Niterói. Mostra monotipias na exposição de gravuras Daumier, Chagall, Derain, Miro, Flavio-Shiró no Rio de Janeiro.


No seu ateliê em Paris


ANOS 2000
Retrospectivas importantes com a exposição Flavio-Shiró, pintor de três mundos : uma trajetória de 65 anos no Instituto Tomie Ohtake de São Paulo, na Casa das Onze Janelas de Belém e no Centro Cultural Correios no Rio de Janeiro. Continua pintando, chegando em breve a setenta anos de pintura.